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Concertos

Apesar de contar com várias facetas, a Comunidade Coral Luther King procura prestigiar todos os gêneros musicais. Do erudito ao popular.

Dentro dessa diretriz o grupo apresentou em primeira audição em São Paulo a "Paixão Segundo São Marcos", de Almeida Prado e a "Missa Orbis Factor", de Aylton Escobar. Em seguida, executou "Te Deum Laudamus", de Haendel, juntamente com a Orquestra Jovem Municipal de São Paulo, em seu primeiro concerto coral.

Nas comemorações de seu quarto aniversário, inaugurou o anfiteatro Verde, no Morumbi, durante o primeiro Encontro de Corais ao Ar Livre.

Trabalhou durante um ano sobre canções no estilo Afro-american Spirituals. Mais tarde a Comunidade ampliou suas atividades, marcando uma época muito produtiva. Começou com a primeira audição brasileira da ópera "Dido and Aeneas", de Henry Purcell. Na seqüência, a temporada brasileira "Misa Criolla", a convite e com a presença do autor, Ariel Ramirez. Posteriormente apresentou a Missa nº 5 em lá bemol maior, de Franz Schubert, realizada juntamente com a Orquestra sinfônica do Estado de São Paulo, sob a regência de Eleazar de Carvalho.

Em seguida, o coro apresentou duas "Odes à Santa Cecília", sendo uma de Henry Purcell e a outra de Haendel. O oratório "Israel no Egito", também de Haendel, teve sua primeira audição em São Paulo, no Teatro Municipal, levado pelas vozes do grupo.

Outro destaque foi a produção do espetáculo "Drummondiana", primeiro concerto transmitido pela TV Cultura no MASP, baseado numa coletânea de textos de Carlos Drummond de Andrade, musicado por diversos compositores, como Brenno Blauth, Bruno Kieffer, Carlos Alberto P. Fonseca, Gilberto Mendes e Samuel Kerr. Algumas obras foram compostas exclusivamente para a peça. Foi um acontecimento grandioso, envolvendo o trabalho de 70 cantores, usando movimentação cênica, coreografia, cenografia, figurinos e cantores solistas.

Mais um grande trabalho levado ao público foi o "Réquiem Eterno", uma criação livre sobre a Música para os Funerais da Rainha Mary I, de Purcell. Apresentado em comemoração aos 100 anos da República, este espetáculo também contou com encenação teatral, iluminação e coreografia.

Ao comemorar seus 25 anos, realizou espetáculo sob direção musical de Carlos Eduardo Ferraz e direção cênica de Naum Alves de Souza, recontando sua trajetória histórica durante três noites no MASP com lotação esgotada.

Em 2002, a Comunidade Coral Luther King inicia uma nova fase, participando do Concerto de Abertura do II Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, com a realização da Missa Luba que traduziu em linguagem musical o lema do Fórum: a multireligiosidade e a convivência pacífica entre as diversidades.

Em 2003, realiza Concerto oficial do II Fórum Panamazônico em Belém do Pará, reprisando, em novo contexto, a Misa Criolla de Ariel Ramirez com trechos extraídos da trilogia "Memória do Fogo" de Eduardo Galeano. Participa dos Fóruns Corais de Belém e de Porto Alegre com mais de 350 cantores de coros do mundo todo: jovens, adultos, crianças, pessoas de regiões distantes, referências culturais diversas, idéias e esperanças distintas.

Nestas ocasiões, através de seu repertório, propõe que "um outro canto é possível", que "um outro mundo é possível". Em seu aniversário, o Luther King apresenta um Concerto em Presidente Epitácio com participação do sanfoneiro Lulinha e do percussionista Guello.

Em 2004, apresenta dois importantes concertos: "Cantos de Paz em Tempos de Guerra", com a realização de um repertório diverso, incluindo a primeira audição do "Réquiem" de Esteban de Salas no Brasil e na América do Sul; e "Raízes do Brasil", dentro do projeto "Canto de um Povo" numa realização do Centro Cultural Banco do Brasil e com a participação do violeiro Ivan Vilela e do percussionista Dalga Larrondo.

Nessa trajetória, muitos colaboraram para dar brilho ao trabalho do grupo. Entre eles, Diogo Pacheco, Benito Juarez, Jonas Christensen e Regina Lucatto.

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